
O Papa Leão XIV defendeu esta terça-feira, em Malabo, que “o nome de Deus não pode ser profanado por desejo de domínio”. A declaração foi feita durante o encontro com autoridades, representantes da sociedade civil e o corpo diplomático da Guiné Equatorial.
Segundo o Vatican News, o Sumo Pontífice chegou a Malabo após concluir uma missão apostólica de quatro dias em Angola. À chegada, foi recebido pelo Presidente equato-guineense, país que integra a CPLP.
No discurso, Leão XIV afirmou que, “num mundo ferido pela prepotência, os povos têm fome e sede de justiça” e defendeu a urgência de valorizar quem acredita na paz. Apelou ainda a políticas “contracorrente, cujo centro é o bem comum” e à “coragem de visões novas e de um pacto educativo que dê aos jovens espaço e confiança”.
O Papa alertou para o agravamento das desigualdades, causado por uma minoria que concentra o poder económico enquanto outra parte da população enfrenta exclusão, falta de trabalho e ausência de dignidade. Perante este cenário, concluiu que a Guiné Equatorial “não pode hesitar em rever as suas trajetórias de desenvolvimento e as positivas oportunidades de se posicionar no cenário internacional ao serviço do Direito e da Justiça”.
Por: Joel Capembe


