
A Nike anunciou um novo plano de reestruturação que prevê o despedimento de cerca de 1.400 trabalhadores, o que corresponde a aproximadamente 2% da sua força laboral global. A decisão, confirmada pelo vice-presidente executivo e director de operações, Venkatesh Alagirisamy, faz parte de uma estratégia para tornar a empresa mais ágil e menos complexa, com forte investimento em tecnologia e automação de processos.
O corte vai incidir sobretudo na área tecnológica, num momento em que a marca procura responder com maior rapidez às mudanças do mercado e reduzir custos operacionais. Segundo Alagirisamy, o objectivo é simplificar a estrutura interna para ganhar eficiência.
Esta não é a primeira medida do género este ano. Em janeiro, a multinacional com sede no Oregon já tinha eliminado 775 postos de trabalho nos seus centros de distribuição. Actualmente, a Nike emprega cerca de 78 mil pessoas em todo o mundo.
No campo financeiro, a empresa apresentou resultados mistos no terceiro trimestre fiscal, referente ao período entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. O lucro líquido caiu 35% para 520 milhões de dólares em comparação com o mesmo período do ano anterior. As vendas mantiveram-se estáveis, mas a Nike projeta uma quebra nas receitas entre 2% e 4% no último trimestre fiscal. O crescimento moderado registado na América do Norte deverá ser compensado por uma retracção na China e na marca Converse.
Por: Joel Capembe



