
O domingo, 19 de abril, foi marcado por negócios temporários e alta de preços na Centralidade do Kilamba, em Luanda, por conta da missa campal presidida pelo Papa Leão XIV. Taxistas, mototaxistas, vendedores de comida, bebidas não alcoólicas e jovens que alugavam vagas para estacionamento aproveitaram o fluxo de fiéis para faturar, segundo constatou o jornal O País.
A movimentação comercial começou antes mesmo da chegada do Santo Padre. Camisolas estampadas com o rosto de Leão XIV chegavam a custar 6 mil kwanzas. Panos, lenços e outros objetos com símbolos da Igreja Católica tiveram alta procura.
A vendedora Elsa Pedro contou que, até as 6h da manhã de domingo, já havia vendido 10 panos por 2.500 kwanzas cada, além de mais de 20 lenços. Ela estimava dobrar as vendas até o fim da missa.
Amélia Joaquim, que vendia garrafas de água gelada a 250 kwanzas, sandes por 1.500 kwanzas e sumos por 500 kwanzas, disse que viu na celebração uma chance de zerar o estoque que levava. Já a cozinheira Evalina Mateus admitiu que aumentou o preço do prato de comida de 3.000 para 5.000 kwanzas por causa da demanda.
Por determinação da Polícia Nacional, bebidas alcoólicas foram proibidas no perímetro da missa campal. A medida foi justificada por questões de segurança. Fora do recinto, foi reservada uma área para roulottes de comida e bebida.
Segundo o levantamento feito no local, os itens mais vendidos foram água mineral, guarda-chuvas, panos e t-shirts. O grande número de peregrinos transformou o Kilamba num polo de comércio informal durante toda a celebração.
Por: Joel Capembe



