
O procurador-geral da República de Angola, Hélder Pitta Gróz, assegurou que o Estado angolano não vai perder os milhões de dólares e euros actualmente congelados no exterior, no âmbito do processo de repatriamento de capitais. A garantia foi dada em Luanda, numa altura em que o responsável se encontra em fim de mandato.
Segundo o magistrado, trata-se de valores que saíram do país de forma ilícita e que estão depositados em várias jurisdições estrangeiras, sendo objecto de decisões judiciais que determinam a sua reversão a favor do Estado. Hélder Pitta Gróz sublinhou que Angola dispõe de bases legais sólidas para exigir a devolução desses activos junto das autoridades internacionais.
“Mais cedo ou mais tarde esse dinheiro virá para Angola”, afirmou, procurando tranquilizar a opinião pública quanto ao desfecho do processo. De acordo com dados oficiais, estão em causa mais de dois mil milhões de dólares localizados em países como Bermudas, Singapura e Suíça, cujo repatriamento ainda está em curso.
Apesar das críticas sobre a morosidade e eficácia no combate à corrupção, o procurador defendeu que houve avanços significativos durante o seu mandato, lembrando que este é um problema global e que nenhum país conseguiu erradicá-lo por completo. O responsável destacou ainda reformas internas na Procuradoria-Geral da República e a abertura de processos envolvendo figuras de relevo, como parte dos esforços para reforçar a justiça e a transparência em Angola.
Fonte: Novo jornal
Por: Joel Capembe



