
Um caso insólito no bairro Tchioco, nas imediações da igreja Kimbanguista, no município do Lubango, tem gerado indignação entre moradores. Um cidadão denunciou que um intermediário imobiliário lhe cobrou uma taxa de deslocação para visitar um apartamento disponível para arrendamento que, para surpresa do interessado, ficava no próprio quintal da residência do intermediário, no bairro Comandante Gika.
Segundo o denunciante, o pagamento foi exigido sob a justificação de custos de deslocação, mesmo tratando-se de um imóvel localizado a poucos metros da própria casa do profissional. A situação foi rapidamente comentada entre moradores da região e levantou críticas às práticas abusivas na mediação informal de imóveis, especialmente num contexto em que muitas famílias enfrentam dificuldades para encontrar habitação no Lubango.
Especialistas lembram que, apesar da informalidade ser comum em algumas áreas, cobranças sem justificação ou transparência podem configurar abuso e prejudicar os candidatos a arrendamento, já pressionados pelo mercado imobiliário local. O episódio reforça a necessidade de regulamentação e fiscalização mais rigorosa das atividades de intermediação imobiliária na região.



