
Iwao Hakamada, um ex-boxeador japonês, foi condenado à morte em 1968 por um crime que não cometeu. Ele passou 56 anos no corredor da morte, o tempo mais longo da história, antes de ser libertado em 2014. Aos 88 anos, Hakamada finalmente viu sua inocência comprovada após testes de DNA revelarem que o sangue nas roupas usadas como prova não era dele.
A história de Hakamada é um exemplo chocante de erro judicial. Ele foi acusado de assassinar seu chefe e a família dele em 1966. Durante o interrogatório, Hakamada confessou o crime após 264 horas de interrogatório sem a presença de um advogado. No entanto, ele posteriormente retirou a confissão, alegando que havia sido coagido pela polícia.
A condenação de Hakamada foi baseada em provas questionáveis, incluindo a confissão e roupas ensanguentadas encontradas em uma fábrica de miso. No entanto, em 2014, um tribunal japonês reabriu o caso e Hakamada foi libertado após testes de DNA revelarem que o sangue nas roupas não era dele.
A libertação de Hakamada foi um momento de grande emoção para ele e sua família. Ele foi apoiado por ativistas dos direitos humanos e pela comunidade internacional, que lutaram por sua libertação.
Em 2024, Hakamada foi absolvido pelo tribunal japonês, e em 2025, ele recebeu uma indenização de 217 milhões de ienes (cerca de US$ 1,4 milhão) pelo tempo que passou no corredor da morte.
A história de Hakamada é um lembrete trágico dos perigos do erro judicial e da importância da justiça e da compaixão.
Via: Wikipedia
Por: Joel Capembe



