
A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, realizou esta segunda-feira uma visita guiada ao Museu do Partido Comunista Chinês (PCC), em Shanghai, no âmbito da sua agenda de trabalho na República Popular da China.
A deslocação permitiu à delegação angolana conhecer de perto a evolução histórica, política e ideológica que moldou a China moderna.
Acompanhada pelo ministro da Cultura e Turismo, Filipe Zau, e pela embaixadora de Angola na China, Dalva Ringote Allen, a Vice-Presidente percorreu vários sectores do museu, onde recebeu explicações detalhadas sobre o acervo, a organização e o papel da instituição na preservação da memória histórica do PCC e do Estado chinês.
Um centro de referência da história contemporânea chinesa
Fundado em 1952, o Museu do Partido Comunista Chinês é reconhecido como um dos mais importantes repositórios da memória política do país.
O espaço reúne documentos, objectos, arquivos, imagens e exposições que ilustram momentos-chave da história da China, desde o período pré-revolucionário, passando pela fundação da República Popular em 1949, até às reformas e transformações económicas das últimas décadas.
Além de destacar a trajetória do PCC, o museu apresenta a influência do partido na construção da identidade cultural e no conceito de modernização chinesa, factores que contribuíram para o crescimento acelerado do país e para o seu posicionamento no cenário internacional.
Reflexões sobre inspiração para Angola

No final da visita, o ministro da Cultura, Filipe Zau, considerou a experiência “extremamente enriquecedora”, sublinhando que o conteúdo histórico e o modelo de museologia adoptado pelo museu representam referências importantes para o sector cultural angolano.
Para o governante, a visita permitiu à Vice-Presidente observar práticas museológicas modernas e estratégias de preservação patrimonial que poderão inspirar projectos em Angola, especialmente em áreas relacionadas com a conservação histórica, educação cívica e desenvolvimento cultural.
“Este museu retrata, com clareza, as fases mais marcantes da história chinesa, incluindo momentos difíceis como as duas guerras mundiais. É um testemunho organizado e pedagógico que mostra como a memória histórica pode orientar o futuro de uma nação”, afirmou.
Reforço da cooperação cultural
A visita da Vice-Presidente acontece num contexto de fortalecimento das relações bilaterais entre Angola e China, com destaque para a cooperação nas áreas da cultura, educação, ciência e tecnologia. Segundo fontes da delegação angolana, a experiência no museu reforça o entendimento sobre a importância de instituições culturais fortes e de políticas de memória capazes de valorizar o percurso histórico das nações.
Fonte: Delegação Angolana na China
Por:PF



