
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o ex‑Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostraram alguma confiança quanto ao curso das negociações para um possível fim da guerra entre Rússia e Ucrânia, que prosseguem em encontros mediadas por enviados norte‑americanos. As conversas envolvem representantes russos e ucranianos, mas ainda não conduziram a um acordo abrangente entre as partes.
Trump referiu que, apesar da dificuldade e dos “muitos ódios” entre os líderes russos e ucranianos, alguns progressos estariam a ser feitos, especialmente em questões territoriais e outros pontos técnicos. Por seu lado, Zelensky tem participado em contactos com aliados europeus e americanos, admitindo a possibilidade de concessões em certos temas, embora defendendo que os territórios ocupados pela Rússia não devem deixar de ser considerados como parte da Ucrânia a longo prazo.
No entanto, do lado russo prevalece um tom pragmático. Fontes do Kremlin afirmam que ainda existe um longo caminho para alcançar um acordo de paz sólido, e reiteram que a negociação está a ser abordada com cautela, sem intenção de ceder em questões fundamentais apontadas pela liderança russa. Essa posição sugere que a guerra, que se aproxima de quatro anos desde a invasão em 2022, pode continuar em 2026, mesmo perante esforços diplomáticos internacionais.
As conversas, mediadas em parte pelos Estados Unidos e líderes europeus, têm sido elogiadas por alguns como produtivas em termos de documentos e propostas preliminares, mas permanecem sem um consenso global entre todas as partes envolvidas, refletindo os desafios enormes de pôr fim a um dos conflitos mais prolongados da Europa contemporânea.
Fonte: Novo Jornal
Por: Joel Capembe


