
O vice-presidente da Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA), Rodrigo Catimba, foi colocado em liberdade, depois de ter sido detido no âmbito de um processo que, segundo a defesa, acabou por revelar-se sem fundamento. A sua prisão ocorreu na sequência de uma operação das autoridades, que o conduziram à cadeia sob acusações que viriam a não ser sustentadas, levando agora ao arquivamento do processo.
Em reação à decisão, o advogado Francisco Muteka afirmou que, com a libertação, “põe-se um ponto final a uma novela mal contada”, sublinhando que o desfecho representa uma vitória para os taxistas, para a ANATA e para o Estado democrático e de direito. Segundo o causídico, o encerramento do processo demonstra que houve, desde o início, excessos graves e uma abordagem completamente disparatada por parte das autoridades.
Francisco Muteka concluiu que o próximo passo será a responsabilização do Estado angolano, anunciando a intenção de avançar com uma acção judicial por cada noite que o seu constituinte passou na cadeia, bem como pelos prejuízos causados à sua imagem e ao seu bom nome, que, segundo disse, foram expostos de forma pública e injustificada.



