
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu intensificar a sua estratégia de pressão contra o Irão, anunciando que qualquer país que mantenha relações comerciais com Teerão poderá ser alvo de uma tarifa de 25% nas trocas com os EUA, numa manobra destinada a isolar economicamente o regime iraniano em meio a crescentes tensões diplomáticas e a protestos internos que têm sacudido o país persa desde o final de 2025.
Trump tem acompanhado de perto os protestos de larga escala que se prolongam em várias cidades do Irão, inicialmente motivados por dificuldades económicas e que evoluíram para um movimento de contestação mais amplo contra o regime teocrático. Organizações de direitos humanos relatam centenas de mortos e milhares de detidos desde o início das manifestações, enquanto as autoridades iranianas restringiram o acesso à internet e apresentam a situação como sob controlo.
Além da ameaça de tarifas, a administração norte‑americana tem mantido todas as opções em cima da mesa, incluindo a possibilidade de ações adicionais destinadas a pressionar Teerão a alterar as suas políticas internas. Esta resposta ocorre num contexto de fortes críticas internacionais à repressão dos protestos e de preocupações geopolíticas mais amplas, com potências como a China e outros parceiros comerciais do Irão a reagirem à postura de Washington.
A escalada económica e diplomática entre Washington e Teerão ocorre num momento de grande instabilidade interna no Irão, com o risco de repercussões regionais significativas caso a situação não se estabilize.
Fonte: Reuters
Por: Joel Capembe
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