
Uma prática estética pouco convencional, conhecida como “menstrual masking”, tem ganhado destaque nas redes sociais ao propor o uso de sangue menstrual como máscara facial. A tendência, popularizada principalmente no TikTok, tem atraído milhões de visualizações de pessoas em busca de alternativas naturais e rituais simbólicos de autocuidado.
Os defensores da prática afirmam que o sangue menstrual contém nutrientes e células com potencial regenerativo, um argumento frequentemente associado a um estudo científico que identificou certas propriedades reparadoras em células presentes no fluido. Para alguns adeptos, o ritual vai além da estética e representa também uma forma de reconexão com o corpo e de quebra de tabus em torno da menstruação. [2]
No entanto, especialistas em dermatologia alertam para os riscos associados à aplicação de sangue menstrual na pele. Segundo profissionais da área, o sangue recolhido sem técnicas laboratoriais adequadas pode conter bactérias, fungos e outras secreções, o que pode aumentar a probabilidade de infecções cutâneas, inflamações e agravamento de problemas dermatológicos existentes. Além disso, não existem evidências clínicas suficientes que comprovem a segurança ou eficácia do menstrual masking como tratamento de skincare.
O tema continua a ser debatido, com defensores a destacar o interesse crescente do público e críticos a defenderem a necessidade de estudos científicos mais robustos e protocolos de segurança rigorosos antes de qualquer recomendação generalizada.
Fonte: Metrópoles
Por: Joel. Capembe



