
Organizações da sociedade civil em Luanda anunciaram uma nova marcha de protesto marcada para sábado, 10 de janeiro, contra o abuso sexual de meninas e mulheres, depois de uma manifestação semelhante ter sido impedida no último fim de semana pela Polícia Nacional.
O protesto original foi motivado pelo caso de Belma, uma adolescente de 15 anos que foi vítima de agressão e abuso sexual no município de Viana, cujo vídeo da violação foi amplamente partilhado nas redes sociais, chocando a opinião pública. Os dois suspeitos já foram detidos pelas autoridades.
No passado sábado, vários cidadãos reuniram‑se no Largo do Mercado de São Paulo para a marcha, mas foram dispersos por um forte dispositivo policial, que impediu o seu início. A organização considerou a interferência um retrocesso democrático, lembrando que o direito à manifestação pacífica é garantido pela Constituição.
Esta segunda‑feira, os promotores do protesto entregaram uma carta formal ao Governo Provincial de Luanda e à Polícia Nacional, em conformidade com o artigo 47.º da Constituição da República de Angola, para a realização da marcha no Mercado do São Paulo. Ao contrário da recusa anterior, desta vez as autoridades receberam o pedido.
Movimentos e ativistas têm destacado que a luta contra a violência e abuso sexual exige maior atenção das autoridades e respostas eficazes para proteger mulheres e crianças e responsabilizar os culpados.
Fonte: Novo jornal
Por: Joel Capembe



