
Um tribunal criminal de Paris considerou esta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, 10 indivíduos culpados de assédio cibernético (cyberbullying) contra Brigitte Macron, esposa do Presidente francês Emmanuel Macron, por terem difundido alegações falsas e maliciosas sobre a sua identidade de género e sexualidade nas redes sociais.
Os réus, oito homens e duas mulheres com idades entre os 41 e os 65 anos, foram responsabilizados por publicações que propagaram a falsa narrativa de que Brigitte Macron teria nascido homem, entre outras insinuações degradantes e insultuosas. Alguns comentários também associavam a diferença de idade entre o casal Macron , de cerca de 24 anos , a acusações de pedofilia, uma alegação igualmente desmentida e considerada ofensiva pelo tribunal.
As penas aplicadas variaram entre sentenças suspensas de prisão (de quatro a oito meses), treinamento obrigatório sobre ciberbullying e outras sanções, incluindo a suspensão de acesso a plataformas de redes sociais para alguns dos condenados.
O tribunal destacou que os comentários denunciados eram “particularmente degradantes, insultuosos e maliciosos”, sublinhando o impacto cumulativo que estas publicações tiveram sobre a imagem e a vida pessoal da primeira-dama.
O caso decorre de anos de teorias conspirativas difundidas online, que têm circulado internacionalmente, incluindo vídeos e alegações amplamente desmentidas sobre a vida privada de Brigitte Macron.
A justiça francesa já havia tomado medidas similares no passado contra a disseminação de boatos e desinformação, e o julgamento desta segunda-feira é visto como um sinal claro de que o país pretende combater de forma rigorosa o assédio e a difamação online, especialmente quando direccionados a figuras públicas.
Este veredicto surge num contexto em que a própria família Macron tem enfrentado a propagação de desinformação nas redes sociais, levando também a processos por difamação em outras jurisdições.



