
O economista angolano Heitor de Carvalho afirmou que cada dia de interrupção da actividade produtiva no país representa uma perda estimada de 0,385% do Produto Interno Bruto (PIB).
O cálculo parte do princípio de que todos os dias de produção têm o mesmo peso e que Angola possui, em média, 260 dias úteis por ano.Segundo o especialista, além da paralisação em si, existem outros impactos económicos difíceis de quantificar, como os custos de interrupção e de retoma da produção. “Há problemas de interrupção, retomada da produção e muitos outros. Não temos estatísticas para contabilizar estes pormenores”, explicou, defendendo por isso o uso de uma regra geral simples para estimar os prejuízos.
Heitor de Carvalho acrescentou ainda que, tradicionalmente, Angola apresenta nove meses do ano com feriados e apenas três meses sem feriados, incluindo datas como o Carnaval, o 4 de Abril (Dia dos Mártires da Baixa de Kassanje), o 2 de Novembro (Dia dos Finados) e o 11 de Novembro (Dia da Independência Nacional), entre outros. Para o economista, o elevado número de feriados contribui para reduzir os dias efectivos de produção, com impacto directo na economia nacional.
Por: António Tchiyambo
Fonte: Novo Jornal



