
O Ministério das Finanças de Angola autorizou o pagamento de 36,9 mil euros a um escritório de advogados português, Carlos Pinto de Abreu e Associados, no âmbito da resolução de um imbróglio jurídico envolvendo o Estado angolano e um imóvel em Lisboa que nunca foi entregue ao Estado, apesar de ter sido comprado.
O caso remonta a 2014, quando o Consulado Geral de Angola em Portugal pagou cerca de 15,9 milhões de euros pela aquisição de um prédio urbano na Avenida João Crisóstomo, em Lisboa, que deveria ter sido transferido sem encargos para o Estado angolano. No entanto, a escritura pública nunca foi celebrada, e o imóvel acabou por não ser entregue.
Para tratar da disputa, o Governo angolano contratou o escritório de advogados em causa, que recebeu procuração forense pelo Ministério das Relações Exteriores em outubro de 2025. O pagamento agora autorizado corresponde aos serviços jurídicos prestados na tentativa de solucionar o impasse envolvendo o negócio que gerou prejuízo significativo aos cofres públicos.
O proprietário do grupo empresarial ligado ao negócio imobiliário é o empresário Bartolomeu Dias, conhecido por diversos investimentos em Angola.
Fonte: Novo Jornal
Por: Joel Capembe



