
O Governo de Angola vai enfrentar um desafio financeiro significativo em 2026, com quase 46% do Orçamento Geral do Estado (OGE) a depender de financiamento externo e interno, o que exigirá a captação de mais de 15 mil milhões de dólares para cobrir as necessidades do orçamento, segundo documento do Plano Anual de Endividamento (PAE).
De acordo com o Ministério das Finanças, o montante estimado de 15,24 biliões de kwanzas (aproximadamente 16,17 mil milhões de dólares) será necessário para suportar o serviço da dívida governamental, incluindo amortizações e juros, que representa cerca de 84% das receitas fiscais projetadas para este ano.
O plano indica que a dívida total de Angola em 2026 deverá atingir cerca de 60,99 biliões de kwanzas (aproximadamente 64,7 mil milhões de dólares), o que coloca a relação dívida/PIB em cerca de 45%. A composição dessa dívida aponta que 58% se refere à dívida externa e 42% à interna.
Para atender às necessidades de financiamento, o Executivo prevê captar recursos tanto no mercado interno quanto no externo, numa estratégia que inclui a emissão de dívida e outras medidas de liquidez. Esta situação reflete as pressões orçamentais enfrentadas pelo país, especialmente num contexto em que o serviço da dívida consome uma parcela substancial do orçamento destinado à execução de políticas públicas e investimentos.
Economistas e analistas destacam que a elevada dependência de financiamento deve ser gerida com cautela para evitar riscos associados ao aumento da dívida pública e à sustentabilidade fiscal a médio e longo prazo.
Fonte: Novo Jornal
Por: Joel Capembe



