
Os trabalhadores dos Correios de Angola no Namibe iniciaram uma greve, como demonstra um cartaz fixado na entrada da instituição, com a mensagem: “Estamos em greve – Namibe”. Embora as razões exatas da paralisação naquela província ainda não tenham sido oficialmente esclarecidas, o ato junta-se a um clima de insatisfação crescente entre os trabalhadores do setor postal em todo o país.
Em Luanda, por exemplo, a greve dos Correios foi decretada em dezembro de 2025, devido à falta de resposta ao caderno reivindicativo entregue no dia 18 de novembro de 2023. Segundo o primeiro secretário sindical, Jorge Freguias de Carvalho, a entidade empregadora não se pronunciou dentro do prazo legal, mesmo após a comissão sindical ter cumprido todos os trâmites exigidos para a negociação.
O caderno contém 12 exigências principais, entre as quais se destacam: aumento salarial, criação de uma política habitacional eficaz, garantia de assistência médica e medicamentosa, melhoria das condições de trabalho, atualização das categorias profissionais, pagamento do 13º salário e entrega de cabaz de Natal, além da solicitação de um espaço físico para funcionamento da comissão sindical.
Apesar de não haver confirmação oficial de que os trabalhadores no Namibe estejam a reivindicar as mesmas causas, há a possibilidade de ligação entre as greves, o que poderá indicar um movimento coordenado a nível nacional.
A paralisação no Namibe já impacta os serviços postais, deixando a população sem acesso aos atendimentos habituais.
Por:Joel Capembe



