
A busca por melhores condições de vida no exterior está a causar profundas rupturas nas famílias angolanas, com muitos laços afectivos a serem mantidos apenas por fotografias e chamadas de vídeo.
Casos como o de Adriana António, que há sete anos deixou Angola rumo a Lisboa, ilustram este fenómeno. Na altura com 27 anos, Adriana partiu com sonhos de um futuro melhor, deixando para trás emprego e a sua família. Hoje, mãe de duas crianças, ela ainda não conseguiu reunir‑se com os pais, que não conhecem os netos pessoalmente, e mantém contacto à distância através de aplicações de mensagens.
Muitos emigrantes relatam a dor da separação, especialmente em momentos marcantes como a maternidade ou anos escolares dos filhos, reforçando o lado humano e emocional da migração. Esta realidade tem levantado questões sociais sobre o impacto da emigração no tecido familiar e nas relações interpessoais em Angola.
A saída de cidadãos em busca de melhores condições de vida, educação e oportunidades de trabalho tem sido uma tendência crescente entre os angolanos nos últimos anos, refletindo desafios económicos e sociais no país.
Por: Joel Capembe



