
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou medidas diretas contra Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, aplicando a legislação norte-americana para responsabilizá-lo por crimes ligados ao narcotráfico, mesmo antes de qualquer ação formal do Tribunal Penal Internacional (TPI), instituição cuja jurisdição os EUA não reconhecem.
Maduro foi capturado em Caracas na madrugada de sábado, 3 de janeiro, numa operação conduzida por forças americanas, e encontra-se atualmente detido em território dos EUA. O líder venezuelano foi formalmente acusado por um tribunal federal em Nova Iorque, juntamente com sua esposa, Cilia Flores, por envolvimento em atividades de tráfico internacional de drogas.
Durante a sua primeira audiência, realizada no dia 5 de janeiro, Maduro declarou-se inocente e afirmou ser um “prisioneiro de guerra”, alegando ter sido retirado à força da sua residência em Caracas.
As acusações contra ele indicam que, por mais de duas décadas, teria liderado uma rede de tráfico de cocaína utilizando as estruturas do Estado venezuelano. As autoridades americanas apontam ainda ligações com organizações classificadas como terroristas pelos EUA, como as FARC, o ELN, o cartel de Sinaloa, Los Zetas e o grupo Tren de Aragua.
Apesar da gravidade das acusações, as provas concretas ainda não foram tornadas públicas. A próxima audiência está marcada para 17 de março de 2026.
Via: Metrópoles
Por: Joel Capembe



