
O Executivo, representado pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) e pelo Ministério da Educação, reuniu-se hoje com o Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) para analisar pontos considerados conflitantes nas reivindicações da classe docente.
Durante o encontro, o secretário de Estado do MAPTSS, Pedro Filipe, informou que as partes chegaram a um acordo quanto à promoção na carreira. Nesse âmbito, o concurso público interno deverá arrancar em fevereiro de 2026, prevendo-se a promoção de cerca de 41 mil professores em duas fases: a primeira ao longo de 2026 e a segunda em 2027. Relativamente ao pagamento do 13.º mês, o Executivo garantiu que deixará de ser feito de forma parcelada, passando o valor a ser pago integralmente de uma só vez.
Por sua vez, o secretário nacional do SINPROF, Admar Ginguma, afirmou que o sindicato irá apresentar as respostas e propostas do Executivo aos professores, com base numa acta assinada por ambas as partes, durante as assembleias de trabalhadores agendadas para sábado, dia 10 de janeiro. Nessas assembleias, que decorrerão em simultâneo em todo o país, os docentes irão decidir se avançam ou não com a greve, inicialmente prevista para começar a 15 de janeiro, em cinco fases. No entanto, segundo o sindicato, as propostas e promessas apresentadas pelo Executivo poderão levar à suspensão da declaração de greve, caso haja confiança no cumprimento dos compromissos assumidos.
Por: António Tchiyambo



