
O Ministério da Saúde de Angola está a preparar a introdução no mercado nacional de um novo medicamento injetável de longa duração para o tratamento do VIH/SIDA. O fármaco, que já recebeu autorização de uso da Direção Nacional de Medicamentos e Equipamentos de Saúde, representa uma inovação terapêutica significativa, permitindo que os doentes recebam uma injeção a cada dois meses, em vez da toma diária de comprimidos.

A medida visa melhorar a adesão ao tratamento e a qualidade de vida das pessoas que vivem com VIH, combatendo um dos principais desafios no controlo da doença: o abandono da terapia antirretroviral devido à dificuldade de cumprir o regime diário. O medicamento será inicialmente disponibilizado de forma faseada, priorizando grupos específicos de doentes.
Esta iniciativa enquadra-se nos esforços nacionais para alcançar as metas 95-95-95 estabelecidas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre VIH/SIDA (ONUSIDA) – que pretendem que, até 2030, 95% das pessoas com VIH conheçam o seu estatuto serológico, 95% dos diagnosticados estejam em tratamento e 95% destes tenham carga viral indetectável.
A introdução do novo fármaco surge num contexto em que Angola regista cerca de 57 novas infeções por VIH por dia, com aproximadamente metade dos doentes fora do tratamento antirretroviral. O sucesso desta nova terapia poderá representar um ponto de viragem na gestão clínica da doença e no controle da epidemia no país.
Fonte: Novo Jornal
Por: Joel Capembe




Cuidado com a língua escrita na matéria pois não se diz o “doente” mas sim pessoa que vive com VIH ou sejas as pessoas que vivem com VIH no plural.