
As Testemunhas de Jeová atualizaram a sua política sobre transfusões de sangue, passando a permitir que os seus membros utilizem o próprio sangue em procedimentos médicos. A nova orientação possibilita que o sangue seja previamente retirado, armazenado e posteriormente reintegrado ao organismo em cirurgias programadas, mantendo, no entanto, a proibição de transfusões provenientes de outras pessoas.
A mudança foi anunciada por Gerrit Lösch, um dos líderes do grupo religioso, que destacou que “cada cristão deve decidir por si mesmo como seu sangue será usado em cuidados médicos e cirúrgicos”. Apesar da flexibilização, a organização reforça que a sua crença central sobre a santidade do sangue permanece inalterada, baseando-se em ensinamentos bíblicos que orientam a abstenção do seu uso.
Conhecidas pelo evangelismo de porta em porta, as Testemunhas de Jeová afirmam reunir cerca de nove milhões de seguidores em todo o mundo. Ainda assim, a decisão gerou críticas de alguns ex-membros, como Mitch Melon, que consideram a medida insuficiente e defendem uma abertura mais ampla em relação ao uso de transfusões de sangue.
Por: António Tchiyambo


