
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) desmantelou uma rede suspeita de tráfico de seres humanos e exploração sexual que operava num hotel localizado no município de Viana, em Luanda, onde várias mulheres estrangeiras eram mantidas em condições de exploração e obrigadas a prostituir-se.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades angolanas, dois homens, um cidadão chinês, proprietário do estabelecimento, e um cidadão angolano apontado como gestor e promotor das actividades nocturnas foram detidos por alegada participação no esquema criminoso.
Durante a operação policial, os investigadores identificaram e resgataram 21 mulheres estrangeiras de diferentes nacionalidades, maioritariamente provenientes do Vietname. Entre as vítimas encontram-se também cidadãs do Camboja, da China, de Marrocos e de outras origens não especificadas.
Segundo o SIC, as mulheres eram recrutadas no estrangeiro com promessas de trabalho ligado ao entretenimento nocturno, como espectáculos de dança em bares e hotéis. Contudo, após chegarem a Angola, eram alegadamente forçadas a manter relações sexuais a troco de dinheiro, num esquema que as autoridades consideram indícios claros de tráfico e exploração sexual organizada.
A diversidade de nacionalidades das vítimas reforça a suspeita de que a rede possuía ramificações internacionais e funcionava através de um sistema estruturado de recrutamento fora do país.
Durante as buscas realizadas no hotel, as autoridades apreenderam ainda cerca de 12 milhões de kwanzas em numerário, uma substância suspeita de ser droga, que será submetida a análises laboratoriais e produtos de origem animal provenientes, alegadamente, de caça furtiva, incluindo escamas de pangolim e chifres de antílope.
As mulheres resgatadas encontram-se actualmente sob acompanhamento das autoridades competentes, enquanto decorrem diligências para apurar a sua situação migratória e esclarecer todos os contornos do caso. Os dois suspeitos detidos deverão ser presentes ao Ministério Público para os procedimentos legais subsequentes, ao mesmo tempo que a investigação prossegue para identificar outros eventuais envolvidos no esquema.
Fonte: Novo Jornal
Por: Joel Capembe



